domingo, 22 de fevereiro de 2015

Pura verdade



Não acredito!
Há muito tempo não te visitava e estavas à minha espera.
Surpreso fiquei e logo disse: é isso fidelidade.
Que maravilha!
E saiba, não duvide!
Inesperada e felizmente ao teu encontro vim.
Obrigado,
meu blog querido
por me aceitar de volta.

sábado, 8 de março de 2014

O escritor




  Quando eu contava 65 anos, uma amiga me disse que eu deveria escrever um livro. Entendia que, por ler bastante, eu tinha material suficiente, digamos assim, para realizar tal tarefa com sucesso. E, na oportunidade, ela foi mais além ao afirmar que eu iria escrever, não um, mas alguns livros. Eu ouvia, surpreso, embora não admitisse, ou não acreditasse na possibilidade de tornar real o que realmente era um sonho para mim. Um sonho que não era alimentado, mas que existia dentro de mim, e desde um bom tempo.
  Essa conversa aconteceu num calçadão de uma bela orla de uma linda cidade, que passei a chamar de Jampa, numa noite em que retornava para casa com a minha esposa e essa amiga, competente advogada, após momentos agradáveis de conversas e comes e bebes. Caminhávamos praticamente à beira-mar.
  Eu me lembro, muito bem, que sempre que a ideia de um livro me vinha à cabeça, eu ficava me questionando sobre o quê iria tratar, como começar, por onde seguir, aonde chegar, enfim. E ficava dizendo a mim mesmo que o ideal seria fazer uma coisa de cada vez. Mas como? Fiquei sabendo de um caso de alguém que começara a escrever um best-seller pelo fim da história. Como assim? Um livro detrás para frente!... Calma!,  dizia uma voz distante e sorrateira. Talvez meu erro fosse desejar escrever uma obra como se estivesse subindo uma escada, ou seja, degrau por degrau, em ordem ascendente, crescente, sei lá!.
  Para atingir meu objetivo seria necessário reduzir o tempo que dedicava à leitura, mais uma barreira para ir à luta. Esse era e deveria continuar sendo o grande obstáculo para que pusesse mãos à obra. As mãos seguravam livros, às dezenas a cada mês, enquanto o tempo passava e o meu continuava a ser apenas um sonho. Teimosamente, quebrava recordes mensais, lendo de tudo um pouco, embora sempre preferisse bons romances. Num ano, em apenas 365 dias, cheguei a ler 217 livros. E o meu, onde estava? Continuava guardado dentro de mim.
  Se eu tivera experiências desde pequeno, como, por exemplo, quando uma tia que desejava que eu fosse padre, me convenceu a estudar chegando a sacristão, mas mesmo deixando esse objetivo de lado depois, desistindo do uso da batina, bem que poderia ser um começo, o começo de uma obra, não necessariamente de uma obra-prima, mas talvez até mesmo de uma biografia. Por que não? Eu leria muito tempo depois um livro em que um padre se apaixonaria por uma jovem e que largaria a batina para ser feliz com ela. E eu chegara apenas a ajudar algumas missas, na minha rápida vida de jovem sacristão. Mas também leria outra obra envolvendo um reitor apaixonado. E eu, e a minha paixão pelos livros? Só iria me limitar a falar deles, fazer escandalosa propaganda a mundos e fundos, e não tentaria pelo menos deixar uma marca nesta Terra, neste planeta?... Se não fosse verdade, que viesse a ficção, mas é que eu não era muito de inventar, mentir. Desculpas pífias, caro leitor! Desculpas esfarrapadas. Melhor seria declarar-me incompetente para tal mister. Eu, escritor! Eu, escritor?
  Ao caminhar pela orla de Jampa, a sensação de liberdade aumentava, passo a passo, e a vista maravilhosa do azul do mar, do verde dos coqueiros e palmeiras levava-me a “viajar” pelo calçadão tomado de pessoas de todas as idades, de jovens e velhos casais. Que vaivém gostoso! Realidades que se cruzavam, silenciosamente… Verdades guardadas a sete chaves, à beira-mar... De repente, imaginar o que os outros estariam a pensar, como teria sido seu dia! De repente, o filme do tempo entrava em ação. Poesia!... Luz!... Por que não escrever um livro de poesias? Por que não arrancar de dentro de mim tantos poemas escritos e perdidos outrora. Se não fosse capaz de reproduzi-los que partisse então e, definitivamente, para a criação. E aqueles amores que mexeram com meu coração, ou, por outra, que passaram pela minha vida, não mereciam ao menos um pouco de atenção!... E aqueloutro que eu simplesmente despedi sem ao menos um aceno! Dei as costas, parti, sofrendo sozinho pela burrice cometida. Chorando pelas ruas da cidade grande, ante o descaso de quem por mim passava. Sim, poderia ser por aí… Um livrinho com poemas que teriam a cara da minha adolescência, mas não apenas isso, que comovessem quem os lesse. Eu queria que o livro agradasse, fosse sucesso, e me perguntava como isso seria possível se eu nem mesmo esboçara ainda um primeiro passo. Como?
  Romance, poesia, conto…
  Nada, nada, nada… Por enquanto!...
  Se ainda não me via preparado para escrever um romance, e se apenas alimentara a possibilidade de me tornar poeta de repente, ou repentinamente, havia outra saída. Aliás, há muito ouvira alguém dizer que Deus estava sempre atento quando a porta se fechava. Ele, logo, abria uma janela… E eu não teria direito a essa felicidade? Acho que sim, pois sempre quis acreditar na existência d’ ELE, embora tantos filósofos tenham tentado me provar o contrário, deixando minha mente confusa, minha vida, por vezes, desacreditada, indo ao pó e de lá não saindo, não servindo para mais nada. Aí, então, é que jamais iria escrever um livro. Meu Deus!
  A janela que se abria seria o Conto. Deixados de lado, por instantes, romance e poesia teriam que esperar seu momento, sua vez, se é que isso seria provável. Conto lembrava o verbo contar, mas não contar um mais um, e sim, revelar, narrar uma história. Nem mesmo sei se era verdade, mas ouvia dizer que um conto é um pequeno romance. Porém, é melhor não misturar as estações, é preferível simplificar até que o milagre aconteça, até que o livro surja e eu, enfim, possa ser chamado de escritor. Ainda levaria algum tempo para que isso se tornasse realidade. Falo até como se esse objetivo tivesse sido atingido. Na verdade, o sonho era mais forte, como desejo, vontade, determinação. Não era real. E era isso que me incomodava…
  Se eu lera Vinícius de Moraes, por influência de minha primeira namorada (MLL), mais tarde fiz-me acompanhar de páginas de Anton Tchekhov, quem, aliás, deu-me dicas de como escrever contos. Devo dizer que não segui todas as instruções do russo, mas duas delas, para mim, foram de um valor inestimável: concisão e poucos personagens (2 ou três).  Adorei. Comecei a criar coragem. Vi a janela de Deus e a luz no fim do túnel. Quero dizer: acho que vi. Cresce a possibilidade de o mundo ter ganhado mais um contista. Escrevi...  

sexta-feira, 7 de março de 2014

Idas e vindas

Depois de várias tentativas, retorno ao mundo virtual esperando ter mais sucesso desta vez.
É evidente que não se aprende a "navegar" - em todos os sentidos - de um dia para o outro, mas é que o tal do tempo urge e não posso mais ficar para trás.
Assim é que, neste dia 7 de março de 2014, espero ter encontrado o espaço ideal para "pintar e bordar", no melhor sentido que essa expressão possa alcançar e me envolver mais com algo que sempre mexe comigo: a palavra.
Legal é saber que serei lido, visto, criticado. Mais legal ainda é ter o poder de fazer novos amigos e trocar ideias mundo afora, desde já, de agora em diante...
Então, tá. Máos à obra!
Vamos blogar?...



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Vá entender!

Devagar se vai ao longe

sei disso há muito tempo
e há tempos não entendo
por que tanta pressa sempre tive...

Chico Legal
O menino da Planalto



O menino da Planalto lá chegou em 1975, aos 27 anos...

Hoje, um senhor de 62, "despede-se" da Clube, e em dose dupla: AM e FM...
Após 45 anos vividos entre Brasília e Valparaíso - com passagens pela Asa Norte, Asa Sul, Gama e Guará -, faz as malas com destino a João Pessoa...


Uma boa viagem certamente fará, pois leva na bagagem, não apenas tudo aquilo que aprendeu no Rádio, na vida, mas, principalmente, as melhores lembranças de um tempo que não volta mais...

E, ainda, não deixará de frisar, a mais profunda e respeitosa saudade de uma equipe sem igual,
do presidente ao mais simples funcionário.


Para ele, foi, é e sempre será assim que verá cada um dos companheiros desses veículos de comunicação.



A todos eles, sua eterna gratidão!...
Agorianos


Aqui

Gerações se encontram.
Ordem estatutária estabelecida, respeitada.
Risos, rimas, receios, rangeres.
Insinuações, ilações, irreverências.
Articulações, anseios, inovações, discussões.
Não sabeis onde isso acontece?
Oxente, ora, pois, pois, é na Banca da Gente...
Sim, senhores!